Logotipo da Leora

Review da Bambu Lab A1 após dois anos: o que ela tem de ótimo e o que considerar antes de comprar

Uso a impressora 3D Bambu Lab A1 há quase dois anos e, sinceramente, estou impressionado com ela. Esta impressora tem coisas realmente ótimas, mas também vou mostrar o que você precisa levar em conta antes de comprar uma.

Publicado em 27 de setembro de 20268 min de leitura

A Bambu Lab A1 sob faixas de luz da janela: o cabeçote de impressão, o carretel no suporte e a placa de impressão texturizada escura.
A A1 deste review, depois de quase dois anos imprimindo.

Review da Bambu Lab A1 após 1.800 horas de impressão 3D

Reproduzido pelo YouTube (pode armazenar cookies).Assistir no YouTube ↗

Quão confiável é a Bambu Lab A1 depois de dois anos de uso?

Muito confiável. Em quase dois anos, não precisei trocar uma única peça.

Usei esta máquina para imprimir em 3D a maioria das nossas luminárias e muitos protótipos. Também usei o AMS lite para fazer impressões 3D multicoloridas. Depois de tantas impressões, não foi preciso trocar nenhuma peça. A única coisa que fiz com regularidade foi lubrificar o trilho do eixo Y.

Com que frequência lubrificar a Bambu Lab A1?

Cerca de uma vez por mês no trilho do eixo Y. A Bambu recomenda passar óleo todo mês, e a impressora também mostra um lembrete quando chega a hora.

A máquina vem com um pequeno tubo de 3 g de óleo lubrificante e três sachês de 1 g de graxa (Bambu Lab Wiki). Isso dá para algum tempo, mas, com uso regular, você vai precisar comprar mais. Use óleo, e não graxa, no trilho do eixo Y: a Bambu passou a recomendar óleo porque a graxa atrai poeira (Bambu Lab Wiki).

Estes são os itens de rotina do plano de manutenção da Bambu para a A1:

  • Trilho do eixo Y

    Frequência
    Mensal, ou quando a impressora avisar
    O que usar
    Limpar e passar óleo lubrificante
  • Trilho do eixo X

    Frequência
    Mensal
    O que usar
    Limpar e passar óleo lubrificante
  • Fuso do eixo Z

    Frequência
    A cada 3 meses
    O que usar
    Graxa lubrificante
  • Polias tensoras

    Frequência
    A cada 3 meses
    O que usar
    Óleo lubrificante
  • Conjunto de aquecimento do hotend

    Frequência
    Mensal
    O que usar
    Remover resíduos
  • Ventoinhas de resfriamento

    Frequência
    Semanal
    O que usar
    Verificar se há sujeira

O plano completo na Bambu Lab Wiki também inclui reajustar a tensão das correias quando a impressora pedir, verificar a lâmina do cortador de filamento a cada 3 rolos, trocar o tubo de PTFE a cada 6 rolos (a cada 2 no caso de filamento com fibra de carbono) e limpar a extrusora se ela entupir.

Qual tamanho de bico usar na Bambu Lab A1?

O bico de 0,4 mm serve para a maioria das impressões, e o de 0,2 mm, para detalhes finos.

Vista de perto do cabeçote da Bambu Lab A1 sobre a placa de impressão texturizada.
O cabeçote da A1. O bico original de 0,4 mm serve para a maioria das impressões.

Na maior parte do tempo, usei a impressora com o bico original de 0,4 mm, que é ideal para a maioria das impressões. Mas, se você quiser reduzir ainda mais as linhas de camada, o bico de 0,2 mm é uma ótima solução. Também usei esse bico em objetos que exigem detalhes muito finos. Só conte com impressões mais demoradas, já que um bico menor deposita menos plástico a cada passada.

No outro extremo, a Bambu vende bicos de aço endurecido de 0,6 e 0,8 mm para a A1, e cada um vem como um hotend completo (Bambu Lab Wiki). Eles são práticos para impressões grandes e rápidas. Usei um bico de 0,8 mm para agilizar a impressão lenta de uma cúpula de PHA.

Quanto tempo dura a Bambu Lab A1?

Para projetos pessoais ocasionais, muitos anos.

Considerando que a maioria das pessoas vai usar a impressora de vez em quando, em projetos pessoais, acho que esta máquina vai durar muitos anos. A minha já imprimiu muito mais do que isso e continua firme e forte.

Por que as impressões na A1 viram “espaguete” e como evitar isso?

Na maioria das vezes, porque a peça se soltou da placa de impressão. Melhorar a adesão à mesa evita a maior parte dessas falhas.

Uma pergunta que a maioria das pessoas faz é sobre a confiabilidade e a qualidade dos objetos impressos. Um problema comum é quando o objeto desaba no meio da impressão e a impressora continua imprimindo no ar, criando um emaranhado de “espaguete”. Isso pode ser frustrante, principalmente se você já gastou horas na impressão. Na maioria dos casos, o motivo é a má adesão à mesa: o objeto não está grudando bem o suficiente na placa de impressão.

Para evitar isso, sempre uso cola em bastão, seja qual for a complexidade do objeto. Ela custa apenas uns US$ 4 e funciona perfeitamente com PLA. A Bambu diz que o PLA adere à placa PEI texturizada da A1 sem cola (Bambu Lab Wiki), mas, para mim, a cola em bastão é um seguro barato. A segunda coisa que faço antes de toda impressão é lavar a placa de impressão com sabão. Isso remove a poeira e a gordura dos dedos, e assim a primeira camada gruda de forma confiável.

A Bambu também recomenda lavar a placa periodicamente com água morna e detergente, e não com álcool isopropílico, que pode só espalhar a gordura (Bambu Lab Wiki). E procure não tocar na superfície de impressão com os dedos.

Até agora, estou muito satisfeito com esta máquina. Mas há dois problemas que vale a pena conhecer.

Por que a Bambu Lab A1 tem deslocamento de camadas em impressões altas?

Porque a A1 movimenta a mesa para frente e para trás. Em impressões altas, esse movimento pode sacudir a peça, e comecei a notar deslocamento de camadas (layer shift) por volta dos 13 cm de altura.

A solução mais simples é ativar o modo silencioso durante a impressão. Ele faz a impressora trabalhar a cerca de metade da velocidade (Bambu Lab Forum) e, com ele, o problema sumiu por completo.

A partir da versão 2.2, o Bambu Studio também tem a opção “Slow down by height” (reduzir a velocidade conforme a altura), nas configurações de velocidade, no modo avançado. Com ela, você diminui a velocidade e a aceleração a partir dos 13 cm, em vez de deixar a impressão inteira mais lenta (notas de versão). Mas confira os valores: por padrão, ela vem configurada com 1.000 mm/s e 100.000 mm/s², então não desacelera nada até você definir os seus (Bambu Lab Forum).

No meu caso, esse problema só aconteceu na A1, porque ela movimenta a mesa durante a impressão, como qualquer impressora bed slinger (incluindo a A1 mini). Em uma impressora CoreXY como a P1S, a mesa só desce à medida que a impressão cresce, então esse problema não acontece.

Por que minha Bambu Lab A1 travou no meio da impressão?

No meu caso, a causa mais provável foi o cartão microSD. Como a A1 não tem memória interna, ela imprime a partir do cartão e, se o cartão falhar, a impressora também para.

Outro problema que tive, só uma vez, foi a impressora travar no meio da impressão e, não importava o que eu fizesse, ela continuava travada. Pelo que pesquisei, o problema pode ser o cartão SD que vem com a máquina. Sem armazenamento interno, a A1 executa o G-code a partir do cartão SD (Bambu Lab Wiki). Se o cartão parar de funcionar por qualquer motivo, a impressora também para. Por isso, troquei o cartão por um de alta qualidade, mais confiável.

Se for fazer o mesmo, escolha um cartão de uma marca confiável e formate-o na impressora: a A1 aceita cartões microSD de até 2 TB quando formatados por ela mesma. Os travamentos também podem ter outras causas, como problemas de energia ou de software (Bambu Lab Forum). Então, se o problema continuar depois de trocar o cartão, entre em contato com o suporte da Bambu.

Prós e contras da Bambu Lab A1

Depois de quase dois anos, este é o balanço.

Prós

  • Nenhuma peça trocada em quase dois anos de impressão
  • Confiável o bastante para imprimir a maioria das nossas luminárias e protótipos
  • Impressão multicolorida com o AMS lite, em até quatro cores
  • Opções de bico de 0,2 mm (detalhes finos) a 0,8 mm (velocidade)

Contras

  • Deslocamento de camadas em impressões com mais de uns 13 cm, porque a mesa se move
  • As impressões dependem do cartão microSD, já que não há memória interna
  • O trilho do eixo Y precisa de óleo cerca de uma vez por mês

A Bambu Lab A1 vale a pena?

Para mim, sim. Até agora estou muito impressionado com a máquina e vou continuar usando.

Se você imprime principalmente projetos pessoais e objetos pequenos e médios, é fácil recomendá-la. Se pretende imprimir muitos objetos altos, conte com velocidades menores nessas impressões ou considere uma impressora CoreXY, como a P1S.

Perguntas frequentes sobre a Bambu Lab A1

A Bambu Lab A1 é confiável?

Sim. Uso a minha há quase dois anos para imprimir luminárias, protótipos e objetos multicoloridos, sem ter trocado uma única peça. Passar óleo no trilho do eixo Y é a manutenção que mais faço.

De quanto em quanto tempo devo lubrificar a Bambu Lab A1?

A Bambu recomenda passar óleo no trilho do eixo Y cerca de uma vez por mês, e a impressora também mostra um lembrete. Use óleo lubrificante, e não graxa, porque a graxa atrai poeira.

Por que minha Bambu Lab A1 tem deslocamento de camadas em impressões altas?

Porque a A1 movimenta a mesa para frente e para trás e, em impressões altas, esse movimento pode sacudir a peça. Imprimir no modo silencioso, a cerca de metade da velocidade, resolveu o problema para mim. A opção “Slow down by height” do Bambu Studio também funciona.

Como evitar que as impressões virem espaguete na A1?

Melhore a adesão à mesa. Lave a placa de impressão com água morna e detergente antes de imprimir, evite tocar na superfície e use cola em bastão para ter aderência extra com PLA.

Qual o melhor tamanho de bico para a Bambu Lab A1?

O bico original de 0,4 mm serve para a maioria das impressões. Use um bico de 0,2 mm para detalhes finos e linhas de camada menos visíveis, e um bico de aço endurecido de 0,6 ou 0,8 mm para impressões maiores e mais rápidas.

A Bambu Lab A1 precisa de cartão microSD?

Sim. Como não tem memória interna, a A1 precisa de um cartão microSD para imprimir. Ela vem com um cartão de 32 GB, e um cartão com defeito pode fazer a impressora travar no meio da impressão.

A Bambu Lab A1 imprime em várias cores?

Sim. O AMS lite alimenta até quatro cores. Com versões mais recentes do firmware, a A1 também pode trabalhar com até quatro unidades AMS, AMS 2 Pro ou AMS HT por meio do AMS Hub da Bambu para a série A1, mas não é possível combiná-las com um AMS lite.

Para impressões altas, qual é melhor: a A1 ou a P1S?

A P1S. Ela é uma impressora CoreXY, então a mesa só desce à medida que a impressão cresce, e as peças altas não são sacudidas para frente e para trás. Na A1, reduza a velocidade das impressões altas para evitar deslocamento de camadas.

Fontes

  1. Bambu Lab Wiki, A1 FAQ (microSD card, nozzles, build plate)
  2. Bambu Lab Wiki, Accessory box for A1
  3. Bambu Lab Wiki, Lubricate the Y axis (A1)
  4. Bambu Lab Wiki, A1 basic maintenance
  5. Bambu Lab Wiki, Textured PEI plate cleaning guide
  6. Bambu Lab Wiki, AMS connection guide for the A1
  7. Bambu Studio, 2.2 release notes (slow down by height)
  8. Bambu Lab Forum, Print speed setting (speed mode percentages)
  9. Bambu Lab Forum, Slow down by height feedback
  10. Bambu Lab Forum, A1 freezing mid print

Este guia foi útil?

Precisa de mais ajuda?

Fale conosco

Escreva para nós. Normalmente respondemos em até 24 horas em dias úteis.

Fale conosco

Perguntas e respostas

Licenças, impressoras, componentes das luminárias e suporte.

Perguntas e respostas

Leora no YouTube

Mais vídeos da Leora.

Leora no YouTube